Dia da Consciência Negra Atividade Alfabeto para imprimir
Alfabetize a turma conhecendo 26 personalidades negras, de A a Z!
O dia 20 de novembro é feriado nacional? Sim, desde 2024 conforme a LEI Nº 14.759, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2023. A data foi escolhida para o Dia da Consciência Negra porque foi nesse dia, em 1695, que morreu Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares. Em 1971, o Grupo Palmares, de Porto Alegre, propôs lembrar essa data no lugar do 13 de maio, que ligava a abolição a um gesto da Princesa Isabel. Por isso, o 20 de novembro também é o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
O Dia da Consciência Negra na escola serve para celebrar a história, a cultura e as conquistas da população negra, e não só para falar do passado de dor. A ideia é trazer o assunto ao longo do ano, junto com as outras aprendizagens da turma. Essa é a proposta do Alfabeto da Consciência Negra, uma atividade gratuita para imprimir e usar na alfabetização.
Abaixo, veja como funciona essa atividade do Dia da Consciência Negra.
O que é o Alfabeto da Consciência Negra
É um alfabeto ilustrado de A a Z, com uma personalidade negra importante para cada letra. Cada letra traz uma breve biografia e o desenho da pessoa.
O material vai em PDF, em A4, em preto e branco. São 14 páginas, com 2 letras por página. As 13 primeiras páginas trazem as letras, e na última página, a atividade “Ligue cada personalidade ao que ela fez” reúne 8 personalidades para a criança relacionar à sua história.
Indicado para alfabetização e consolidação da escrita, na Educação Infantil e nos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. A proposta conversa com a BNCC ao trabalhar leitura, escrita, identidade e respeito à diversidade.
Por que usar um alfabeto de personalidades negras na alfabetização
Representatividade. A criança negra se enxerga em quem aparece no material, e todas as crianças passam a conhecer pessoas negras em lugares de destaque: na literatura, na ciência, na música, no esporte e na luta por direitos.
Vocabulário. Cada letra apresenta um nome próprio e uma pequena história. A turma ouve palavras novas, como quilombo, abolição, apartheid e psicanalista, dentro de um contexto.
Identidade. Conhecer histórias de pessoas negras ajuda a construir uma imagem positiva de si e dos colegas e abre espaço para conversar sobre respeito e combate ao racismo, no nível de cada faixa etária.
As 26 personalidades do Alfabeto da Consciência Negra
- A – Aqualtune: segundo a tradição, princesa do Reino do Congo, capturada e trazida ao Brasil como escravizada; teria chegado ao Quilombo dos Palmares e se tornado uma liderança ali.
- B – Beatriz Nascimento: historiadora que estudou os quilombos como espaços de liberdade da população negra e participou do documentário Ôri (1989).
- C – Carolina Maria de Jesus: escritora que viveu na favela do Canindé, em São Paulo, e escreveu o diário Quarto de Despejo.
- D – Dandara: segundo a tradição, guerreira de Palmares que lutou na defesa do quilombo, ao lado de Zumbi.
- E – Elza Soares: cantora de samba, uma das vozes mais marcantes da música brasileira.
- F – Francisco José do Nascimento (Dragão do Mar): jangadeiro cearense que, em 1881, liderou jangadeiros que se recusaram a transportar pessoas escravizadas.
- G – Gilberto Gil: cantor e compositor baiano, figura central do Tropicalismo e ministro da Cultura de 2003 a 2008.
- H – Harriet Tubman: nasceu escravizada nos Estados Unidos, fugiu em 1849 e voltou várias vezes para ajudar outras pessoas a chegar à liberdade.
- I – Dona Ivone Lara: enfermeira e assistente social, foi a primeira mulher na ala de compositores do Império Serrano e autora de “Sonho Meu”.
- J – João Cândido: marinheiro que liderou a Revolta da Chibata, em 1910, contra os castigos físicos na Marinha.
- K – Katherine Johnson: matemática da NASA, calculou a trajetória do voo de Alan Shepard, o primeiro americano no espaço, em 1961.
- L – Luiz Gama: nasceu livre na Bahia, foi vendido como escravizado, aprendeu a ler aos 17 anos e atuou na Justiça pela liberdade de centenas de pessoas.
- M – Machado de Assis: escritor carioca, autor de Dom Casmurro e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
- N – Nelson Mandela: lutou contra o apartheid na África do Sul, ficou 27 anos preso e foi presidente do país de 1994 a 1999.
- O – Oliveira Silveira: poeta gaúcho, um dos idealizadores do 20 de novembro como data de reflexão, a partir do Grupo Palmares, em 1971.
- P – Pelé: Edson Arantes do Nascimento, jogador de futebol, campeão mundial em 1958, 1962 e 1970.
- Q – Quincy Jones: músico e produtor americano, produziu o álbum Thriller, de Michael Jackson, e a canção “We Are the World”.
- R – Rosa Parks: em 1955, em Montgomery (EUA), recusou-se a ceder seu lugar no ônibus a um passageiro branco, o que levou a um boicote de 381 dias aos ônibus da cidade.
- S – Sueli Carneiro: filósofa e escritora, fundou em 1988 o Geledés – Instituto da Mulher Negra, em São Paulo.
- T – Tereza de Benguela: rainha do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, liderou a resistência do quilombo após a morte do companheiro.
- U – Usain Bolt: velocista jamaicano, detém os recordes mundiais dos 100 m e dos 200 m, ambos de 2009.
- V – Virgínia Bicudo: socióloga e psicanalista, a primeira mulher a se habilitar psicanalista no Brasil, estudou as atitudes raciais em São Paulo.
- W – Wangari Maathai: ambientalista queniana, fundou em 1977 o Movimento Cinturão Verde, de plantio de árvores, e foi a primeira africana a receber o Nobel da Paz, em 2004.
- X – Xica (Chica) da Silva: mulher que viveu no século 18 no Arraial do Tejuco, em Minas Gerais, região de mineração de diamantes, e foi alforriada (libertada da escravidão).
- Y – Yaa Asantewaa: rainha-mãe de Ejisu, no povo Ashanti (atual Gana), liderou a resistência contra os britânicos na Guerra do Trono de Ouro, em 1900.
- Z – Zumbi dos Palmares: último líder do Quilombo dos Palmares, morto em 20 de novembro de 1695, data que deu origem ao Dia da Consciência Negra.
Sobre Aqualtune e Dandara: há poucos documentos históricos sobre as duas. As informações que chegaram até nós vêm em grande parte da tradição oral, e por isso o material usa a expressão “segundo a tradição”.
Sobre o nome de Xica (Chica) da Silva: o nome registrado é Francisca da Silva de Oliveira. “Chica” é a forma carinhosa de Francisca e é a escrita usada por historiadores, como Júnia Ferreira Furtado. “Xica” ficou popular por causa do filme de 1976.

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